Uma vez discutindo sobre músicas, cantores e cenários, veio-me uma discussão sobre o que é, e o que não é comercial hoje na indústria fonográfica. Você pode estar se perguntando: como assim comercial? De vendas? E poderíamos classificar esse cenário com outras designações se não comercial? Indo pelo viés sociológico, encontramos explicitamente que se trata de uma discussão sobre a indústria cultural, em que reflexões como as de Adorno e Horkheimer poderiam elucidar melhor. Mas confesso que pretendo aqui apenas pontilhar uma pequena parte disso.
Sabemos que tudo que se cria na sociedade hoje se torna ou é passível de torna-se mercadoria. É difícil ou até quase impossível encontramos algo que não seja comercializado. E a nossa cultura, em sentido global, não está e nem nunca esteve longe disso. É o que me chamou atenção em uma conversa onde estávamos, entre tentativas desconcertadas, classificar alguns cantores brasileiros e internacionais como “comerciais” e “não-comerciais”. Não levamos em consideração a categoria tempo, nem tão pouco a de gênero musical, mas sim o teor das canções e até mesmo o desempenho profissional em palco quanto em carreira.
No tocante ao teor da categoria “teor das canções”, o ponto observado era o que de fato a melodia passava, se era uma mera música objetivada para o divertimento, ou se era voltada para as questões políticas, sociais e etc, de que alguns cantores contemporâneos, tanto no cenário brasileiro ou internacional utilizam em suas canções. A exemplo, alguns foram citados como comerciais: Ana Carolina, Maria Rita, Celine Dion, Lara Fabian e etc. Isto visando, especificamente suas performances em palco, mídia, estilo e vendagens. Já outros, observando o teor político e social em que foram encaixados na categoria “não comercial” como: Lauryn Hill e Marisa Monte.
Umas das indagações que me fez refletir sobre essa questão foi exatamente sobre vendagens de discos, o que por vez não me possibilitou concordar com tal classificação utilizando essas categorias. Por mais que tentemos pensar e classificar por esse caminho, vemos que de qualquer modo o artista utiliza-se da vendagem de seus discos e aparições para sobreviver neste mercado. Portanto não deixa de ser comercial, por mais que sua música traga a tona questões que fujam desse aspecto. Se por hora trata de questões da sociedade, por outra fomenta sim o lado comercial.
Já na categoria “desempenho profissional em palco quanto em carreira”, cada artista tem seu modo de expressar a melodia, seja menos ou mais performática, presente ou ausente na mídia e diante do mercado. Esse outro caminho desconcertou o que se pretendia construir.
O que vejo é que, o fator comercial é o mais preponderante. Não podemos dizer que não é comercial porque é deste cenário que surge os grandes interpretes e as belas canções. Elas são produzidas com o sentido comercial também, o que não descarta seu lado político e social. Talvez o que esteja sendo colocado em questão e como classificatório na questão “não comercial”, é se há intelectualidade ou não. Mas sabemos que até mesmo fora do mundo fonográfico vemos que grandes autores e intelectuais utilizam-se, na contemporaneidade, do comercial para divulgar seus livros e pensamentos, em vários estilos e performances. O que fica mais evidente é que, no cenário atual, tudo que se cria vira comércio, mercadoria, capital. E é nisto que tiro minhas conclusões um pouco desconsertadas sobre a questão. O que sei é que ser ou não ser comercial, não livra qualquer artista das teias do nosso capitalismo esmagador!
Meus caros amigos internautas e leitores do meu blog, estou um pouco afastado do meu blog por motivos pessoais. Por isso há algum tempo não venho escrevendo textos, não por falta de inspiração, mas por falta de conveniência mesmo. Mas próximo mês estarei de volta e com força total. Abraço a todos.
Nessa andanças virtuais, olhando e procurando alguma letra de música, me deparei com duas lindissimas. A 1ª suplicando a Deus e a outra uma resposta da primeira... Lindissimas. Vale escutar.
Papa can you hear me ?
Pai, você me ouve?
Deus.. Oh deus... Que a luz desta vela quase apagando Ilumine a noite Como o seu espírito ilumina minha alma
Papai, você me ouve? papai, você me vê? papai, você consegue me encontrar na noite?
Papai, você está perto? Papai, você pode me ouvir? Papai, você pode me ajudar a não ter medo?
Olhando pros céus Parece que eu vejo milhões de olhos Quais são os seus? Onde você está agora pois ontem Você disse tchau E trancou a porta? A noite é tão mais escura O vento tão mais frio
O mundo que eu vejo é tão maior agora que estou só
Papai, por favor me perdoe! Tente me entender Papai, você sabia que eu não tive escolha?
Você consegue me ouvir rezando? Ou alguma coisa que digo Mesmo se a noite estiver repleta de vozes?
Eu me lembro de tudo que você me ensinou De cada livro que eu li Será que todas as palavras dos livros Podem me ajudar a encarar as mentiras que encontrarei à frente?
As árvores são tão mais altas E eu me sinto tão menor A lua é duas vezes mais solitária E as estrelas bilham com metade da força
Papar, como eu te amo papai, como eu preciso de você papai, como eu sinto falta de você me dando um beijo de boa-noite.
A Piece of sky
Um pedaço do céu
Tudo isso começou no dia que eu descobri Que da minha janela Eu só conseguia ver Um pedaço do céu Eu saí para fora e olhei em volta, Eu nem sonhava que era tão amplo, Ou mesmo tão alto.
A hora tinha chegado (Papai, você me ouve?) De testar minhas asas (Você pode me entende?) E mesmo que parecesse que a qualquer momento eu pudesse cair, Eu senti as mais (Papai, você me vê?) Incríveis sensações, (Você pode me entender?) Coisas que você não consegue imaginar Se você nunca voou antes
Embora seja mais seguro ficar no chão, As vezes onde o perigo está é onde os melhores prazeres estão. Não importa onde eu vá.. Haverão memórias que virão à tona Mas também haverá Muito mais a questionar do que acreditar
Então me diga onde... Onde está aquele que vai se voltar e olhar pra mim? E quer compartilhar Minha doce possibilidade imaginada?
Quanto mais eu vivo, mais eu aprendo Quando mais eu aprendo, mais eu percebo Como sou um nada A cada passo que dou (Papai, tenho uma voz agora!) A cada pagina que eu viro (Papai, eu tenho uma escolha agora!) A cada milha que eu ando só me mostra O quanto eu tenho que ir Qual o problema em querer mais? Se você pode voar, então suba! Com tudo isso que há, por que se contentar Só com um pedaço do céu?
Papai, eu posso te ouvir... Papai, eu posso te ver... Papai, eu posso te sentir Papai, me veja voar!
Indo um pouco na moda que a nossa estimada rede de televisão Rede Globo vem protagonizando, ta ai uma dica de filme bastante interessante “Piaf: um hino ao amor”. Um filme muito bonito que fala sobre a trajetória de vida da cantora parisiense Edith Piaf. Só que tem um detalhe: não tem nada de sensacionalista como as minisséries que falei em post anteriores (risos)! Segundo nosso querido comediante seu Creisson “ Esse eu agarantjio!!!!” (risos)
Em tempos remotos os velhos monumentos que eram verdadeiras máquinas que só tomavam espaço no ambiente, foram se tornando algo móvel, algo que fosse possível levar consigo. No tempo da vovó, eles ainda não existiam. A comunicação era feita através de cartas que demoravam tempos demais para serem lidas.
Um dos grandes adventos da tecnologia foi o surgimento da telefonia móvel. Desde que foi lançada, os números de portadores de telefones celulares cresce a cada dia. É uma tecnologia que favoreceu a milhões de pessoas e que abriu portas para outras tecnologias como a internet WAP, vídeo conferência, entre outras. Já podemos até falar que a telefonia celular, se tornou, hoje em dia, uma necessidade. Algo que nos foi incorporado no nosso dia a dia e que é bastante difícil desvinculá-lo do nosso cotidiano.
Os tempos se passaram e a cada dia algo novo foi surgindo. Aparelhos mais sofisticados, tamanhos reduzidos, internet na palma da mão, tarefas diárias inseridas no sistema do aparelho e etc. Um verdadeiro organizador pessoal e muito eficaz. E viva a modernidade e a globalização!!!
Porém um assunto de que venho aqui explanar é a mais nova onda das operadoras de telefonia móvel, a tal chamada "Portabilidade Numérica". Esta consiste em o usuário da linha telefônica possa migrar de uma operadora para outra sem perde seu número telefônico. A primeira vista parece uma conquista maravilhosa para os portadores, mas por outro lado essa conquista despertou uma curiosidade. Sabemos constantemente que as operadoras brigam no mercado por postos cada vez mais altos, por um número maior de clientes o que acarreta um lucro estupendo. Podemos pensar em primeira mão que quem sai ganhando somos nós, uma pequena conquista, mas que significa que pelo menos temos algum direito, e por outra estamos esquecendo que mais ainda estão ganhando, três vezes mais, as operadoras. Mas ai você pode se perguntar: Porque?
As tarifas podem sim e devem diminuir para aumentar a concorrência entre elas, porém o usuário não saberá se o número que está discando corresponde realmente a operadora. Posso estar discando um número com dígitos iniciais da operadora X, que por sua vez pode já estar portabilizado para outra operadora. Ai vem o detalhe: posso estar pagando uma tarifa mais alta sem saber! Bom para as operadoras não acha??? Não é a toa que a decisão da portabilidade foi tão bem aceita pelas tais. Nada foi brigado, nada foi colocado em xeque!
Fica nítido cada vez mais que somos constantemente seduzidos por pseudos direitos das nossas operadoras de telefonia celular. Cega-nos de tal forma que extraem de nós até o ultimo centavo, com o velho discurso de democracia. Pois é, até a palavra "democracia" está presente neste ritmo. E viva novamente a modernidade e a globalização. Pena é que, as vezes usam destas para tapear nós: simples cegos digitais!
Em épocas que vivemos num mundo onde há uma diversidade de pessoas, é bom refletirmos sobre a diversidade nesta letra de uma música chamada "La Differénce"
La différence
A diferença Aquela que perturba Uma preferência, um estado da alma Uma circunstancia
Um corpo-a-corpo Em desacordo com as pessoas, bem pensando... Os hábitos comuns...
Suas peles jamais temerão as diferenças Elas se reconhecem, se tocam Assim como estes dois homens que dançam
Sem nunca falar Sem nunca gritar Eles se amam em silêncio Sem nunca mentir, nem se voltar contra ninguém Eles se tornam confidentes Se vocês soubessem como eles não estão nem aí para suas injúrias Eles preferem o amor Sobretudo a verdade do que nossos murmurios
Eles falam sempre sobre as outras pessoas que se amam tanto que se amam, como chamamos, "normalmente" Desta criança tão ausente Deste mal que está no sangue Que fere e mata... tão livremente
Seus olhos jamais se afastarão por negligencia Eles apenas se reconhecem, e se familiarizam Assim como estas duas mulheres, que dançam...
Sem nunca falar Sem nunca gritar Elas se amam em silêncio Sem nunca mentir, nem se voltar contra ninguém Elas se tornam confidentes Se vocês soubessem como eles não estão nem aí para suas injúrias Eles preferem o amor Sobretudo a verdade do que nossos murmurios
De Verlaine à Raimbaud Quando paramos pra pensar... Nos toleramos esta excepcional diferença!
Sem nunca falar Sem nunca gritar Eles se amam em silêncio Sem nunca mentir, nem se voltar contra ninguém Eles se tornam confidentes Se vocês soubessem como eles não estão nem aí para suas injúrias Eles preferem o amor Sobretudo a verdade do que nossos murmurios
A diferença... Quando paramos pra pensar... Qual a diferença?
E ai, meus caros leitores? Aonde mora realmente a nossa diferença? Ela mesmo existe? Mandem seus comentários!!!
Parece brincadeira! Um tormento para aqueles que desaprovam a postura sensacionalista da Rede Globo de Televisão. É de tirar o sono essa cantiga chata de minisséries desnecessárias, sem muito conteúdo! Após ter feito uma dura crítica sobre a postura de nossa maior rede de televisão, fui informado por mensagem de texto, via telefone celular, que esta empresa está pensando em lançar agora uma outra minissérie relatando a vida de mais uma famosa cantora brasileira: Elis Regina.
Tendo a mesma opinião da anterior cantora, não faço pouco caso da fama e do talento de Elis. Ela foi sim, uma artista que marcou época. Mas tão somente a época da musica brasileira e não a história brasileira em seu geral. Mulher também de grande personalidade e de amor à flor da pele. Mas não mudou a vida daqueles que sofrem por qualquer mazela da história mais profunda da nossa realidade brasileira. Retratar o talento musical é uma coisa, e ter esse relato pessoal sensacionalizado já são outros quinhentos. Essa é uma mistura que desaprovo.
O erro cometido da minissérie que está sendo exibida na programação atual da Globo, é o seu começo. Me pareceu que a vontade do tão famoso diretor brasileiro Jaime Monjardin, filho da cantora Maysa, em retratar a vida de sua própria mãe teve sua visão um pouco distorcida. O que era pra ser um documentário sobre a vida de Maysa, virou uma minissérie tão ovacionada por aqueles que ainda estão cegos! Sem falar que ainda retrata a vida de uma elite brasileira, concordando com um depoimento deixado por uma cientista social leitora deste blog, do qual compartilho da mesma dedução.
No caso de Elis, se caso esta informação seja verídica, não está tão longe de ser fotocópia desta última não. Vamos ver o mesmo erro se repetir, aonde mais e mais pessoas vão se render aos encantos das megas produções da Globo. Mas como na Globo tudo é repetição, teremos que agüentar mais uma vez!!! E outras vezes e mais vezes!!! Essa é a nossa grande rede televisiva. Vou aposentar minhas críticas chuteiras, correndo o risco de ser um alienado global! E que venha em 2029 a minissérie: Mulher melancia!
Maysa nasceu na capital paulista numa família tradicional do Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro, para onde seus pais fugiram para se casar pois a família de sua mãe se opunha à união por causa da boemia de seu pai. Em 1937, transferiram-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São Paulo, a família ainda mudaria de endereço várias vezes.Maysa estudou nos tradicionais colégios paulistanos Assunção, Sacré-Cœur de Marie e Ginásio Ofélia Fonseca. Sempre foi rebelde e chegava a comparecer às aulas sem uniforme e com trajes ousados, sendo vedada sua presença, quando bilhetes eram enviados aos pais, e, como era difícil encontrá-los, pois levavam vida boemia, chegava a ficar fora das aulas até três dias, aguardando a assinatura deles. Reprovada no Ginásio Ofélia Fonseca por suas notas e comportamento, seus pais tentaram sua matrícula no tradicional Colégio Presbiteriano Mackenzie, mas foi recusada por seu currículo. Assim, parou os estudos na segunda série ginasial. As férias, ela passava em Vitória, onde reencontrava os tios e os primos.Casou-se aos dezessete anos com o empresárioAndré Matarazzo, dezessete anos mais velho, amigo de seus pais, e membro da conhecida família italo-brasileira Matarazzo de cuja união nasceu Jayme Monjardim Matarazzo, diretor de telenovelas e cinema, que foi criado pela avó e, posteriormente, num colégio interno na Espanha. Por complicações com o parto não pode mais ter filhos.Separada do marido (1959), que se opôs à carreira musical, e ao temperamento boêmio herdado de seu pai, teve relacionamentos com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto, o maestro Julio Medaglia, dentre vários outros.Fez inúmeras temporadas de sucesso em diversas casas de São Paulo - como o João Sebastião Bar - e no Rio de Janeiro - como o Au Bon Gourmet e o Canecão, entre outros. Excursionou pela América Latina, passando diversas vezes por Buenos Aires, Montevidéu e Lima. Apresentou-se em Paris, Lisboa e Luanda.O uso de álcool e moderadores de apetite deixavam seu temperamento instável. Foram conhecidos os escândalos que promoveu em hotéis e aviões de diversos países. Tentou o suicídio várias vezes. Supõe-se que o efeito de anfetaminas somado à ingestão de álcool, teria provocado o acidente de carro, na Ponte Rio-Niterói, que a matou, quando dirigia sua "Brasilia azul" em alta velocidade. (Fonte Wikipédia)
É neste breve dossiê que a nossa explendida empresa brasileira de telecomunicação, Rede Globo, se inspirou para produzir uma mega minissérie relatando a história de vida desta cantora brasileira. Como é de costume, todas as produções desta fazem com que o telespectador fique de olhos atentos e envolvido por uma atmosfera de magia. A alta produção, o elenco, o figurino e os efeitos especiais são responsáveis por esse encanto. Por vezes, somos levados a não pensar realmente no que está por trás daquilo tudo.
Não querendo aqui mostrar uma postura contrária a vida profissional e pessoal da referida cantora, vejo que esta minissérie não passa de mais uma obra sensacionalista da Globo. Se paramos para pensar, é justo que a história é interessante, porém não é tão digna de um prestígio televisivo. Pare e se pergunte: Maysa foi sim uma mulher com um temperamento forte, mulher de fibra, mulher "com sangue nos olhos"! Mas diante disso, o que isso mudou na história do Brasil? E na sua vida? Será que está história de vida é sim um exemplo? O de fibra e determinação até pode ser, mas uma vida boêmia, drogas e alcoolismo, escandalos e tentativas de suicidio? Uma verdadeira degradação de si próprio!
Sinceramente, a Rede Globo de Televisão deveria se preocupar em histórias que mudaram o nosso cotidiano, algo que justificasse e explicasse a nossa real e atual condição como cidadãos. Dentro desta pespectivas sensacionalistas que a Globo insiste em ter em seu rol de programação, daqui há 20 anos teremos a minissérie: "Mulher Melancia, quando fala o POPOZÃO"
Um Brasil cheio de riquezas naturais, belo por excelência, potencialidades surpreendentes, povo acolhedor, clima maravilhoso. Uma terra abençoada por Deus! Esse é o nosso Brasil de norte a sul! Atrás desses qualitativos às vezes somos levados a pensar mil maravilhas sobre nossa terra. Mas nem tudo é assim o ano todo. Algumas catástrofes vêem acontecendo neste solo tão maravilhoso. É o caso das enchentes no sul e a seca no norte.
As chuvas no sul vêem castigando o nosso povo brasileiro. São centenas de família desalojadas, levas de pessoas que perderam tudo e quase todos. São famílias que tinham ali suas histórias fincadas a terra onde viviam. Sonhos, promessas de uma vida melhor. É uma situação lastimável! Agora, são sonhos e vidas soterradas! Há quem diga que é o final dos tempos, isto para aqueles que acreditam no grande acerto de contas. Pura falta de sensibilidade e fanatismo religioso à flor da pele. Para outros é a hora em que um dos maiores sentimentos vem a acalentar e consolar esses indivíduos: A SOLIDARIEDADE!
Em outro canto, a seca no norte. O solo seco e esperanças ressecadas pelo calor. Água ali se torna um sonho! A fome é a companheira persistente, cruel e aterrorizadora. São quilômetros de terras secas, animais em estado de desnutrição e pessoas suplicando por dias melhores. A plantação condenada, onde já não há esperança de progresso, bem como a sua sobrevivência. Na verdade tudo pára. Apenas o sol brilha forte, porque os sonhos já foram perdidos. São dias e dias de suplicio e de estado de miséria.
Esses dois lados são fatos que às vezes não comentamos com freqüência e facilidade, mas quem sente e vive nele lembra do nosso lado. Torna-se necessário estendermos nossas mãos e ajudar nossos brasileiros que agonizam nesta situação. Movimento gera movimento!
Galera, esse trecho de um show de Lara Fabian é totalmente fantástico. Relata a história de vida de um travesti que vive em Paris. Isso pra quem gosta de uma bela interpretação. Os relatos são imprecionantes. Vou colocar logo abaixo a tradução para o português:
Comme Ils Disent (tradução)
Lara Fabian
Composição: Indisponível
Como Dizem
Eu moro só com minha mãe num apartamento bem velho, na rua Sarasate Eu tenho, pra me fazer companhia, uma tartaruga, dois canários e uma gata
Pra deixar minha mãe descansar eu que sempre vou ao mercado e lavo a louça Eu arrumo, eu lavo e enxugo E, às vezes, também costuro na maquina
O trabalho não me dá medo Eu sou um pouco decorador, um pouco estilista Mas meu verdadeiro emprego é a noite onde eu sou um travesti, eu sou um artista
Eu tenho um número muito especial que termina em nu integral, após um strip-tease, e no palco eu vejo que os homens mal podem acreditar em seus olhos, eu sou um "homo", como dizem...
Lá pras três horas da manhã vamos comer entre amigos de ambos os sexos em um bar qualquer E lá falamos sem vergonha e sem complexos
Despejamos verdades sobre pessoas que estamos fartos, nós as lapidamos Mas fazemos isso com humor envolvido em ironias molhadas de ácido
Nós encontramos alguns atrasados mentais Que para se armarem, andam bebados Dizem o que pensam de nós E fazem figuras, aqueles pobre estupidos, ridiculas Se mexem muito e falam forte Se fazem em divas, em tenores da idiotice A mim, os trocadilhos e as injurias Me deixam frio, pois é verdade eu sou um "homo", como dizem...
No momento em que nasce um novo dia retorno ao meu lote de solidão Removo meus cilhos e minha peruca como um pobre palhaço triste de cansaço Eu me deito, mas não consigo dormir Eu penso nos meus amores sem alegria, tão irrisórios Naquele rapaz lindo como um deus que, sem fazer nada, botou fogo em minha memória.
Minha boca nunca ousará lhe revelar meu doce segredo, o meu tenro drama pois o objeto de todos os meus tormentos passa a maior parte de seu tempo na cama com mulheres
Ninguém tem o direito, de verdade, de me culpar, de me julgar, e eu deixo claro que é a natureza que é a única responsável se eu sou um homem, oh, como dizem...
Amiga você lembrou de pegar o "voucher" (confirmação de reserva em hotéis) para efetuarmos o "check in" (confirmação entrada no hotel)? Peguei sim, não teremos problemas no "check out (Confirmação de saída do hotel).
Ah! Eu adoro ir ao "snack" (lanchonete) do Cinemark!
Segura minha bolsa enquanto vou ai Toillet? (banheiro)
Certo meu "brother" (amigo, irmão) te esperarei lá!
Adorei o Asa "Beach"! (festa de praia).
Estarei lá no "chat"! (Sala de bate papo).
Com a nossa grande e notável mundialização, avanço cada vez maior da internet e de tecnologias, onde temos acesso a todo tipo de informação de qualquer e em qualquer lugar do planeta, é inevitável que entremos em contato com as culturas de outras nações. Neste contato importamos alguns costumes, algumas religiões e linguagens, hábitos e etc que são sendo assimiladas ao nosso dia a dia de uma forma rápida e impressionante. É isso que alguns chamam de ser "cidadão do mundo". A cada dia que passa aprendemos algo novo, algo "importado' que em sua maioria facilita nossas vidas e por outra não causam tantos efeitos positivos.
Talvez aqui eu venha dar uma maior importância à questão da linguagem. Defendo a idéia de que o uso de outras línguas é extremamente importante e necessária no nosso dia a dia, já que vivemos num mundo cada vez mundializado, mas constato que a utilização destas como meio de comunicação em nossos contatos pessoais e informais no cotidiano, chega a ser um tanto desnecessário, salvo em casos em que sua utilização seja extremamente necessária. Não só na linguagem verbal, também na escrita e na visual, notamos essa invasão! São milhares de painéis (os famosos e mais conhecidos out doors) espalhando anúncios publicitários com o emprego de várias línguas misturado com a nosso português. As novelas, internet e os anúncios televisivos também contribuem para essa propagação. E talvez sejam estes os maiores contribuintes! Frente à velocidade da Internet, cujos programas são em inglês, ou, pior do que isso, em "portinglês", com os teclados do micro, também, em inglês, o jovem recebe uma quantidade imensa de dados, sem tempo nem preparo para digeri-los, pensar neles, aproveitá-los para aperfeiçoar seus conhecimentos e comportamento, sua convivência, melhorar sua qualidade de vida e agilizar sua inserção no mercado de trabalho.
Alguns estudiosos temem, frente a esse quadro, a uma "descaracterização" de nosso idioma. É uma discussão que envolve os itens Educação, Estado e Responsabilidade. É natural que uma nação mais desenvolvida influencie outra menos desenvolvida (até porque isso a mantém na frente já que nós passamos a jogar um jogo no qual são melhores). Também é natural que os patriotas resistam as influências estrangeiras e nesse sentido admiro a França e os próprios EUA (já repararam que em todo filme aparece a sua bandeira?).O que não concebo é a falta de patriotismo que nos faz sermos presas fáceis de qualquer influência. Só podemos aceitar em português palavras de origem estrangeiras se neologismos. Ao contrário do que se pensa, não é evolução o uso de termos estrangeiros e antes regressão. A língua é fator de união nacional, pois faz unidade. Quando o estrangeiro nos influencia passamos a nos identificar mais com aquele país do que com os moradores de outra região de nosso próprio país.
Pessoal NÃO SE ACANHEM em fazer comentários no meu blog não. Ele foi feito com essa intenção..... Divirtão-se com os textos e depois pode passar aquele recadinho, sugestão, crítica, bombas... etc e tal. É só dá um clique no final do texto e mandar ver.
É grandiosa a arquitetura, o clima, o axé, a beleza e a memória que o Centro Histórico de Salvador carrega consigo. São ladeiras e mais ladeiras que nos levam a uma viagem no tempo fazendo-nos teletransportar para um período marcado de sofrimento, perseguição e escravidão. Igrejas lindas, vistas maravilhosa, recepção fora do comum! O Pelourinho com certeza é o maior cartão postal da cidade de Salvador. Mas vamos com calma!!! Isso eu poderia dizer que teria maior impacto se fosse dito há algum tempo atrás.
Recentemente estive no Pelourinho. Minha segunda visita ao local. A gritante e lamentável falta de segurança me fez vitima nesta visita. Não só a mim, mas também ao meu companheiro de viagem. Levados por um táxi até lá, isso por que fomos avisados que ir com nosso próprio carro seria um ato perigoso, fomos abordados ao descer do táxi por dois meninos que pediam, insistentemente, que comprássemos umas correntes para ajudá-los. A abordagem foi a mais assustadora possível! Sentido-me observado por alguém enquanto estava a dar atenção ao garoto, notei que outro menino olhava com olhos de desejo para o meu anel. Percebendo que eu tinha ciência de sua futura ação, o mesmo desistiu e segui em frente. Com dois minutos um rapaz se aproximou dizendo ser um guia turístico sem crachá de identificação confiando-se apenas em seu boné com um slogan de uma operadora de turismo. Acompanhou-nos em todo o pequeno percurso que fizemos desde a nossa chegada. A todo momento me senti acuado pela atmosfera de medo, insegurança e desespero. Em nenhum momento consegui me atentar aos suntuosos e belos monumentos. A cada passada que dávamos o guia nos mostrava as favelas que rodeiam a Pelourinho e enfatizando o perigo de cada uma, deixando bem claro que estávamos seguro pelo simples fato de estarmos sendo acompanhado por um guia, caso contrario, estaríamos a mercê de nosso próprio cuidado em não sermos vitimas da insegurança.
No percurso, era rara a presença de policia da Bahia, o que mais me assustava. Os poucos que existiam ficavam posicionados em locais onde o perigo ainda era na ocasião o menor. Conseguimos então dar uma volta no pelourinho. Mas o mais impressionante vem no final. Tivemos que pagar ao guia o valor de 60,00 reais, não pelo seu passeio, visto que sem ele iríamos dar uma volta e vermos os mesmo locais, igrejas e monumentos, mas sim pela "pseudo" segurança que o próprio guia nos ofereceu por sua presença inibidora das ações dos marginais que ali se faziam presente.
Visto esse breve fato, ficou-me uma indignação profunda! Porque esse abandono repentino do Pelourinho? Aonde estão os governantes daquele local? Será que não têem consciência do abandono e do perigo que oferecem tanto para os moradores quanto aos milhões de turistas que passam por ali ano a ano? Pois bem, o famoso e antigo cartão postal baiano está se transformando em uma verdadeira zona de perigo, e ainda acredito que o número de visitantes diminua com esse estado de insegurança, do qual espero que seja momentânea e sanada em pouco tempo. O Pelourinho é memória, ritmo, cultura e axé!!!